A Lenda de Tarzan

A Lenda de Tarzan

Releitura da clássica lenda de Tarzan, na qual um pequeno garoto órfão é criado na selva, e mais tarde tenta se adaptar à vida entre os humanos. Na década de 30, Tarzan, aclimatado à vida em Londres em conjunto com sua esposa Jane, é chamado para retornar à selva onde passou a maior parte da sua vida onde servirá como um emissário do Parlamento Britânico.

Dados técnicos

Título original: The Legend of Tarzan

  • Data de lançamento: 21 de julho de 2016 (Brasil)
  • Direção: David Yates
  • Roteiro: Adam Cozad e Craig Brewer
  • Gênero: Aventura e Ação
  • País: EUA
  • Duração: 110 min
  • Classificação: 12 Anos
  • Orçamento: $180 milhões

Elenco

Personagens em destaque: Tarzan / John Clayton III, Lord Greystoke Alexander Skarsgård, Jane Porter Clayton Margot Robbie e George Washington Williams Samuel L. Jackson.

Roteiro

Tarzan é um personagem de ficção criado pelo escritor estadunidense Edgar Rice Burroughs na revista All-Story Magazine em 1912 e publicado em formato livro em 1914. O personagem apareceu em mais vinte e quatro livros e em diversos contos avulsos. Outros escritores também escreveram obras com o herói: Barton Werper, Fritz Leiber, Philip José Farmer e etc.

Tarzan é filho de aristocratas ingleses que desembarcam em uma selva africana após um motim. Com a morte de seus pais, Tarzan é criado por macacos na África. Seu verdadeiro nome é John Clayton III, Lorde Greystoke. Tarzan é o nome dado a ele pelos macacos e significa Pele Branca.

Por ter sobrevivido na selva desde sua infância, Tarzan mostra habilidades físicas superiores às de atletas do mundo civilizado, além de poder se comunicar com os animais.

Interpretação

O elenco é de peso. Christoph Waltz, sabe fazer um bom vilão e não decepciona. Samuel L. Jackson, vem muito bem como sempre e com aquele tom da comédia de um “reclamão” (que faz ter graça, justamente por não ser bem humorado). Alexander Skarsgård e Margot Robbie conseguem ter uma química muito boa, completando o cenário proposto pelo longa.

Fotografia

Henry Braham, está de parabéns. Esse foi um quesito que teve muito destaque no longa, até em cenas com movimentos bruscos. Como ele também ficará responsável pela fotografia de Guardiões da Galáxia Vol. 2 (previsto para 5 de maio de 2017), podemos aguardar algo bom vindo por aí.

Trilha sonora

Juntando uma boa fotografia e uma boa trilha sonora, já garante muitos pontos para um longa. E se tratando de trilha sonora, Rupert Gregson-Williams, sabe o que está fazendo. Conhecido por ter feito muitos trabalhos para animações e filmes de comédia, Gregson-Williams, compôs um repertório impressionante.

  • Opar (Zoe Mthiyane)
  • Diamonds (Rupert Gregson-Williams)
  • Togetherness (Rupert Gregson-Williams)
  • Steamer and Butterfly (Rupert Gregson-Williams)
  • Orphaned (Rupert Gregson-Williams)
  • Returning Home (Rupert Gregson-Williams)
  • Campfire (Rupert Gregson-Williams)
  • Tarzan and Jane (Rupert Gregson-Williams)
  • Village Ambush (Rupert Gregson-Williams)
  • Catching the Train (Rupert Gregson-Williams)
  • Rom’s Plan (Rupert Gregson-Williams)
  • Akut Fight (Rupert Gregson-Williams)
  • Elephants in the Night (Rupert Gregson-Williams)
  • Jane Escapes (Rupert Gregson-Williams)
  • Jungle Shooting (Rupert Gregson-Williams)
  • Kala’s Death (Rupert Gregson-Williams)
  • Where Was Your Honor? (Rupert Gregson-Williams)
  • Boma Port (Rupert Gregson-Williams)
  • Stampede (Rupert Gregson-Williams)
  • On the Boat (Rupert Gregson-Williams)
  • The Legend of Tarzan (Rupert Gregson-Williams)
  • Better Love (versão cinematográfica - Hozier)

Edição

Mark Day, consegue contar bem a história, intercalando com os flashbacks. Assim, não ficando monótona como acontece em uma transição linear de origem para a época atual onde se tem o foco do roteiro. O ponto negativo, seria com relação a quantidade de flashbacks. Mas isso não é uma questão de edição, vai mais para a conta do diretor do longa.

Direção

David Yates, tentou trazer algo mais voltado para a natureza. Por isso, a fotografia se destaca. Teve um momento que a câmera tremeu tanto que fiquei na dúvida se era uma ideia inusitada do diretor ou ligou o dane-se. Temos uma boa edição, trilha sonora e fotografia. Quanto a direção, fica algumas questões que poderiam fazer a diferença para o longa. Afinal, conhecemos bem a história do Tarzan. Então, porque ter mais um longa sobre a sua origem? Temos o herói, um ajudante, uma donzela e um vilão. O que temos de novo? Enfim, confesso que esperava mais de quem está por traz dos longas do Harry Potter e já terá mais uma superprodução (Animais Fantásticos e Onde Habitam) nas telonas nesse ano ainda.

Entretenimento

Consegue cumprir o papel de entreter. Temos uma boa fotografia e trilha sonora. O roteiro já é bem conhecido e os atores são de peso, mas sem nenhum destaque. Se já viu todos os filmes esperados que estão em cartaz, esse longa não vai decepcionar e será um entetenimento.

Curiosidades

  • Alexander Skarsgård teve de fazer uma intensa preparação física para o personagem.
  • Alexander Skarsgård revelou que um dos maiores incentivos para que ele aceitasse o papel de Tarzan, foi impressionar o seu pai - um grande fã do personagem.
  • Alexander Skarsgård, logo após aceitar o papel, confessou seu medo, em entrevista, de não conseguir atingir os requisitos físicos e emocionais do personagem. Ele disse que jamais havia realizado nada tão intenso em sua carreira.
  • Emma Stone recusou o papel de Jane, que acabou ficando com Margot Robbie.
  • Henry Cavill, Tom Hardy e Charlie Hunan foram considerados para interpretar Tarzan.
  • Jessica Chastain foi contratada para viver Jane. Entretanto, com os atrasos nas filmagens, a atriz teve de sair do projeto.
  • Margot Robbie recusou um papel em A Bigger Splash (2015) para atuar no filme.

Curiosidades (Tarzan no cinema)

  • O primeiro Tarzan do cinema foi Elmo Lincoln, no filme Tarzan, O Homem Macaco ou Tarzan dos Macacos (Tarzan of the Apes), de 1918. Lincoln também estrelou o filme seguinte, O Romance de Tarzan ou Os Amores de Tarzan (The Romance of Tarzan, 1918) e o seriado As Aventuras de Tarzan (The Adventures of Tarzan, 1921, 15 episódios).
  • Na era muda foram produzidos quatro filmes e quatro seriados com o herói; além de Lincoln, ele foi interpretado, entre outros, por Gene Pollar e James Pierce.
  • O primeiro Tarzan do cinema sonoro foi também o mais famoso: o nadador estadunidense Johnny Weissmuller, que encarnou o herói em doze fitas, primeiro na MGM, depois na RKO. O refinado lorde dos livros foi transformado por Weissmuller em um selvagem que conseguia apenas grunhir e emitir frases monossilábicas, do tipo me Tarzan, you Jane (que ele, a bem da verdade, nunca disse. O que ele disse no filme Tarzan, O Filho das Selvas/Tarzan the Ape Man foi, simplesmente Tarzan… Jane, apontando para si mesmo e depois para Jane Porter.
  • Weissmuller é responsável por emitir, pela primeira vez, o famoso grito de vitória de Tarzan. Esse grito, que seria reproduzido por todos os Tarzans subsequentes, não passava de uma hábil mixagem dos sons de um barítono, uma soprano e de cães treinados.
  • Devido à censura da época, os trajes de Weissmuller e, principalmente, de O’Sullivan foram aumentando de tamanho de filme para filme; a censura também é responsável pela ausência de filhos da dupla, que não era legalmente casada: Boy (vivido por Johnny Sheffield), introduzido em O Filho de Tarzan (Tarzan Finds a Son!, 1939) não era filho do casal e, sim, adotado, conforme mostra o título original. Nos livros, no entanto, Tarzan e Jane são pais do menino Korak, que chega à idade adulta nos romances finais.
  • Depois de atuar em Tarzan e a Caçadora (Tarzan and the Huntress, 1947), Johnny Sheffield disse adeus ao papel de Boy, porque já estava com dezesseis anos. Ele foi para a Monogram e fez os doze filmes da série Bomba, o Filho das Selvas/Bomba The Jungle Boy (um personagem inspirado em Tarzan, publicado em uma série de livros publicada entre 1926 e 1938), entre 1949 e 1955.
  • Quando já não possuía o físico necessário para viver o herói, Weissmuller estrelou a série Jim das Selvas/Jungle Jim para a Columbia. Foram dezesseis filmes entre 1948 e 1955. Nesse ano, o herói foi para a televisão, onde foram feitos vinte e seis episódios de meia hora cada, com um Weissmuller já gordo e envelhecido.
  • Outros Tarzans que ficaram famosos foram Lex Barker, que substituiu Weissmuller a partir de 1948 e Gordon Scott, que é considerado por alguns críticos como o ator que melhor interpretou o herói. Já Mike Henry é visto como o mais parecido com os desenhos de Burne Hogarth.
  • Das atrizes que interpretaram Jane, a única lembrada é Maureen O’Sullivan, que fez os seis primeiros filmes da série com Johnny Weissmuller e depois saiu porque não queria ficar presa à personagem. Jane não aparece em todos os filmes de Tarzan: ela esteve em apenas um dos cinco filmes com Gordon Scott e esteve ausente de todas as produções com os Tarzans Jock Mahoney, Mike Henry e Ron Ely.
  • Foi noticiado que a personagem Cheeta, a macaca (Cheeta, na verdade era um macho) que protagonizou os filmes da década de 1930 e 1940 e do seriado para televisão da década de 1960, faleceu em 2011, aos 80 anos de idade, notícia essa, entretanto, colocada em dúvida por uma reportagem da agência de notícias Associated Press, pela ausência de documentos que comprovem se tratar do mesmo primata, além de outras inconsistências apontadas.

Conclusão

É um pouco de tudo, e de tudo um pouco. Essa foi a maior sensação após assistir o filme. O maior ponto negativo, foi não trazer nada que pudesse surpreender. Fica apenas sendo mais um filme sobre o Tarzan.

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