A Senhora da Van

A Senhora da Van

Camden Town, bairro de Londres, 1970. Mary Shepherd (Maggie Smith) é uma senhora idosa, que mora dentro de uma van. Devido aos seus hábitos pouco higiênicos, os moradores não gostam nem um pouco quando ela decide estacionar o carro próximo à sua casa. O único que a tolera é o escritor Alan Bennett (Alex Jennings), que permite que ela use seu banheiro de vez em quando. Após algum tempo, os moradores conseguem que a prefeitura proíba que qualquer carro fique estacionado no bairro. A intenção era que a sra. Shepherd deixasse o local, mas ela encontra uma saída quando Alan oferece que estacione na vaga existente em sua própria casa.

Com Maggie Smith, Alex Jennings, Roger Allam, Deborah Findlay, Jim Broadbent, Cecilia Noble, Gwen Taylor, Frances de la Tour, Nicholas Burns, Pandora Colin e mais.

Título original: The Lady In The Van

  • Data de lançamento: 7 de abril de 2016 (Brasil)
  • Direção: Nicholas Hytner
  • Roteiro: Alan Bennett
  • Gênero: Comédia dramática e Biografia
  • País: Reino Unido
  • Duração: 104 min
  • Classificação: 10 Anos
  • Orçamento: $6 milhões

Personagens em destaque: Miss Shepherd Maggie Smith, Alan Bennett Alex Jennings e Underwood Jim Broadbent.

Posso dizer que é um filme tipicamente inglês. É claro que as ruas são inconfundíveis, fora sotaque, comportamentos e figurino. Com base nisso, não é um filme para todos. Para quem só gosta de ação, nem chegue perto. Não se trata de uma biografia com fatos emocionantes, com vários momentos de inspiração ou algo do tipo.

Se trata de um escritor que conta o tempo que passou convivendo com uma senhora. E não foi um curto período, foram 15 anos. Que primeiramente, virou um livro e agora um filme.

Quando essa senhora é interpretada por Maggie Smith, mesmo sendo uma história sem momentos fantásticos, é uma boa história.

O mais interessante, é a visão do autor que também é um ator, por se tratar de uma parte da biografia do mesmo. O jogo feito entre os 2 Alan Bennett, é muito interessante. O escritor acredita que mesmo sendo uma pessoa, se tem a visão de quem vive e quem escreve uma história. E assim criando os diálogos com ele mesmo, já que está vivendo e escrevendo a história. Acredito que esse é o ponto que mais chama a atenção.

É um bom filme para se ver, só é preciso ter paciência. Não será um filme que mudará sua vida ou até possa, cada um vive um momento em sua vida. Só quero alertar, que o filme consegue trabalhar bem um pequeno suspense e te deixa esperando para conhecer o final, mas não será nada incrível.

A sensação é de que a história mereceu ganhar um filme, pois se trata de uma década e meia resumida no longa. Conhecendo mais sobre a senhora da van, pode despertar alguns momentos de reflexão pela decisões e situações que a levaram a morar em uma van. E você começa a pensar que muitas formas de pensar e situações, acontecem em parte por causa da época.

O que mais chama a atenção é a atuação da Maggie Smith, e a visão “dupla” do escritor Alan Bennett.

Conclusão

Um bom filme, que não é para todos os nichos. É preciso ter paciência e compreender que é uma biografia. Para muitos, é melhor esperar sair para a tv ou dvd. Os momentos mais interessantes se apresentam quase no término do longa. É uma história que merece ser vista, para se ter a oportunidade de conhecer um enredo, onde a protagonista de uma pianista muito talentosa, acaba morando em uma van sozinha. Devido a comportamento, época e escolhas.

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