O Olho e a Faca

O Olho e a Faca

Roberto trabalha em uma base de petróleo e passa meses afastado da esposa e dos filhos. Nos momentos de distância, inicia um relacionamento com outra mulher. Quando Roberto recebe uma promoção no emprego, ele é forçado a ficar ainda mais tempo longe.

Dados técnicos

Título original: O Olho e a Faca

Elenco

Opinião

O longa começa mostrando uma plataforma de petróleo e os seus funcionários chegando. Assim, se inicia a ambientação do dia a dia no meio do oceano e longe de tudo.

O personagem principal (Roberto) se mostra uma pessoa boa, que liga até para o conserto de uma mesa de totó, que serve para todos, mas o faz sozinho. Lombardi, já é conhecido do público pelos papéis de bonzinho nas telenovelas e isso se encaixa no perfil do personagem dele no filme.

Após um foco na rotina de uma plataforma de petróleo e até sugerir conspirações no ambiente de trabalho, as coisas começam a desandar. O que parecia ser um suspense, acabou sendo um enredo mal construído.

Simplesmente, o personagem se mostra uma pessoa que não tem uma boa relação com o pai, gosta de um filho e nem liga para o outro, tem uma amante e traí o melhor amigo no trabalho.

E assim, vão se revelando as incoerências.

Antes de tudo, vou falar sobre a amante, personagem de Débora Nascimento. A produção é de 2017, e com isso, levo a crer que ela nem era conhecida nessa época. Pois foi essa a impressão ao vê-la no filme. Apareceu em 2 cenas, sendo uma de sexo que serviu mais para mostar o que José Loreto (ex-marido na vida real), perdeu. Na segunda cena, aparece ao lado do protagonista no sofá. Resumindo, praticamente uma figurante.

A questão que deixou mais dúvidas, foi a parte dele não ser ambicioso na questão profissional, sendo mostrando isso no começo do filme e ele mesmo conversando com o seu chefe. Mais tarde do nada, após ser promovido, seu melhor amigo e a pessoa que merecia o cargo novo que ele tinha, foi demitida.

A partir desse momento, todo o lado obscuro da vida dele, foi se revelando. Fica visível que a mensagem do longa é em relação a uma pessoa que fica muito tempo longe da família e isso pode arruinar a vida de uma pessoa. O problema que o suspense que é criado, é em relação a vida na plataforma.

Por muitos minutos do filme, o espectador é levado a crer que um último acidente na plataforma, teve uma conspiração por trás. Sendo que no desfecho, não passou de uma ilusão que nem foi congitada pelo personagem principal.

Com isso, chegamos na frustração de se ter 90 minutos de espera, para 9 minutos de um discurso filosófico. Onde uma pessoa que se mostrou boa no início do filme, teve uma virada totalmente incoerente e no seu desfecho começa a ver que tudo se baseia em como você vê as coisas.

Uma coisa que creio no cinema brasileiro, é o que o mesmo tem que sair um pouco do olhar pessoal. A maioria dos filmes nacionais, tem uma visão muito particular do diretor. Também sei que isso é importante e não estou falando que tem que se vender para dar certo.

O fato é que precisamos de verbas para fazer mais filmes nacionais e os diretores tem que pensar mais na visão geral e não focar só em uma passagem filosófica. Se o longa tivesse um objetivo mais sólido, como uma conspiração na plataforma, a vida particular de Roberto teria o mesmo impacto que teve, mas também teríamos uma conclusão mais clara.

Parece que é uma obrigação ter uma mensagem subliminar, nudez e mais coisas do tipo. Como se cada filme fosse uma obra prima com a verdade nua e crua. Sei bem que o orçamento nacional é bem limitado e é bem complicado ver produções só terem lançamento 2 anos depois. Se tem muita coisa por trás, mas essa não é uma opinião só voltada aos diretores.

O longa se apresentou bem, mas pecou bastante na contrução e evolução.

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