Superação - O Milagre da Fé

Superação - O Milagre da Fé

O menino John Smith, de apenas 14 anos, sofre uma queda e se afoga por mais de 15 minutos em um lago congelado. Chegando ao hospital, John é considerado morto por mais de uma hora até que sua mãe, Joyce Smith, ao lado do pai e de um pastor, junta todas as suas forças e pede a Deus para que seu filho sobreviva.

Dados técnicos

Título original: Breakthrough

  • Data de lançamento: 11 de abril de 2019 (Brasil)
  • Direção: Roxann Dawson
  • Roteiro: Grant Nieporte
  • Gênero: Drama e Biografia
  • País: EUA
  • Duração: 116 min
  • Classificação: 10 Anos
  • Orçamento: $14 milhões

Elenco

Opinião

O filme conta a história real de John Smith, onde o fato do seu afogamento e volta à vida, pode ser considerado tranquilamente um milagre.

É muito complicado e tem que ser muito cuidadoso um longa que tem em sua história algo relacionado a religião e principalmente quando se trata de fé.

Por coincidência, no mesmo mês e ano que aconteceu essa história real, houve um milagre médico com Justin Smith. Fora a data, eles terem o mesmo sobrenome é bem bizarro para mim.

Mas o que quero dizer com isso? Agora se tem uma margem para mais ângulos de visão, de ateus, religiosos e o público em geral. No próprio filme, se é questionado porque houve esse milagre com John, e porque outras pessoas que tiveram a mesma dedicação e atenção com orações não tiveram o mesmo fim. Acaba que isso dá uma abertura para discussões infinitas, até mesmo dentro dos grupos religiosos.

Tendo essas duas histórias, uma como milagre da fé e outra como milagre médico, a ideia da minha opinião é ser imparcial sobre o longa.

Então, encarar que a história é para forçar a ideia que o milagre só é possível porque a mãe teve fé e é uma religiosa raiz, é um caminho muito errado a se seguir. Digo isso tanto em relação aos produtores e quem assiste ao filme.

Ao assistir o filme, o mesmo me passou a ideia que iria tomar um caminho melhor. No decorrer do longa, ficou claro que a mãe deveria deixar na mão de Deus, e não foi só pela oração dela que o milagre aconteceu. Isso acontece na cena onde ela discute com o marido e diz: - “Ele está vivo graças à mim.”. E o marido a olha espantando com a sua arrogância. Após isso, ela começa a ver que estava sendo controladora e arrogante.

Daí em diante, comecei a gostar mais do rumo que o longa estava tomando. Por ser um assunto muito delicado e como foi dito pelo próprio marido nessa cena que citei, ela estava certa e ao mesmo tempo errada. Trazendo isso para uma situação do nosso cotidiano, é fato que 50% das pessoas iriam ficar do lado dela e 50% iriam ficar contra ela, em relação as atitudes que ela estava tomando.

Por isso que não é bom tomar partido de uma história, antes que ela termine. Em uma situação assim com uma pessoa com o perfil igual da protagonista, nem sempre vai terminar com ela olhando de dentro para fora e identificando onde está exagerando. E o diálogo com o marido e depois com o seu pastor, foi decisivo para a sequência da história.

O ponto que pode ser muito questionado no filme, é que o único ateu que é mostrado, é quem ouve a voz de Deus e salva o garoto. Por um ponto de vista, se pode dizer que Deus usa qualquer um. Por outro lado, no filme foi bem clichê essa situação, meio que mostrando que quem não é religioso irá se converter. Acaba sendo uma visão unilateral, em que no final o certo é ser religioso e uma hora quem não é, irá mudar de ideia.

Gostei do filme abordar a questão de que dentro do meio religioso algumas pessoas podem ser controladoras e arrrogantes, e o mesmo pode ocorrer fora. Com isso, acredito que o filme deve ser visto com a imparcialidade de que é uma história de vida que é um milagre, independente de sua crença.

Se tinha muitos pontos a se explorar nesse filme, como relação a adoção e os pontos que citei acima. Para mim, o ponto principal foi a mensagem que sendo religioso, se deve encarar que é como Deus quer e ele não é um gênio da lâmpada. Vendo o trailer, parecia que ia tomar esse caminho, mas felizmente não tomou.

Então é isso, aproveite a história. Para quem é religioso ou não, ela abre muitas brechas para discussões, mas lembre que não estamos no controle e vamos olhar primeiro para dentro e depois para fora.

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