Zoom

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Emma (Alison Pill) é funcionária de uma fábrica de bonecas sensuais que sonha em ter seios maiores, iguais aos que vê no trabalho. Ela despeja todas as frustrações em seus desenhos em quadrinhos que contam a história de um diretor de cinema, Edward (Gael García Bernal), que está dirigindo um filme sobre Michelle (Mariana Ximenes), uma modelo brasileira que, também para se livrar dos problemas pessoais, começa a escrever um livro sobre Emma.

Com Gael García Bernal, Alison Pill, Mariana Ximenes, Jason Priestley, Don McKellar, Jennifer Irwin, Tyler Labine e mais.

Título original: Zoom

  • Data de lançamento: 31 de março de 2016 (Brasil)
  • Direção: Pedro Morelli
  • Roteiro: Pedro Morelli e Matt Hansen
  • Gênero: Comédia, Drama e Animação
  • País: Canadá e Brasil
  • Duração: 97 min
  • Classificação: 14 Anos
  • Orçamento: $5 milhões

Personagens em destaque: Edward Gael García Bernal, Emma Alison Pill e Michelle Mariana Ximenes.

Já de início, o que tenho a falar sobre o filme é que parece uma montanha russa. O começo parece que será uma decepção, o diretor te leva a crer que realmente será assim e no meio do longa as coisas começam a ter uma reviravolta. Você acredita que o diretor te induziu a ter certos pensamentos negativos e ele concorda contigo.

Nesse momento, você acha fantástico e dá nota 10 para o diretor. Mas o longa continua e o desfecho começa a quebrar essa sensação. Assim, a grosso modo, vai se sentir em uma montanha russa com relação ao filme. Agora vamos aos pontos que vou deixar em pauta sobre o filme.

O roteiro deixa alguns furos e acaba ficando controverso. Em um roteiro que mostra uma visão onde é uma crítica a objetificação do corpo feminino, sempre acha uma brecha para mostrar o nu feminino, sem motivo. Afinal, é muito normal no Brasil, uma turista chegar, uma dona de bar acolhê-la e logo depois vão tomar um banho de mar. Até aí, tudo bem, tirando o detalhe que a dona de bar toma um banho de topless. Anúncio: “Venha para o Brasil, será bem recebido e de cara tiramos as roupas.”

É claro que uma cena tem uma licença poética, mas esse foi apenas um caso de vários, durante o longa. Se o roteiro fosse rico, teria um contraste, sem isso, apenas se considera apelação.

O filme também faz uma crítica ao que está por trás de uma produção de um longa metragem e os problemas encarados entre um diretor de cinema e quem financia. E também aborda a questão de criatividade e realização pessoal em torno da vida sexual.

É bem difícil dizer ao certo, o que sentir ao assistir o filme. É preocupante as brincadeiras diversas com a câmera. Com certeza, se eu fizer um filme, farei todas elas. Isso vai demonstrar a imaturidade na produção de um filme. Quanto a um filme que está no cinema, é difícil de entender.

A impressão é que o diretor quis fazer algo inovador e cheio de filosofias. Mas a mistura de animação e live-action, não é inovadora e mesmo alguns pontos do filme serem critícados pelo próprio roteiro, outros não fazem muito sentido.

Infelizmente, esse bolo não ficou pronto. Costumo dizer isso, quando se tem bons ingredientes e não são bem aproveitados.

Se tem bons atores, um bom design na animação, um roteiro a princípio que tem muito a ser explorado e o filme te mantém entretido, mesmo com a montanha russa. O problema está na soma total, o foco na questão sexual e o exagero de licença poética, dão um retorno muito pequeno para quem está assistindo.

Uma coisa que não posso deixar de comentar é a presença da música Oh You Pretty Things do David Bowie na trilha sonora do filme. O fato curioso que o direito autoral sobre a música era 5 vezes maior que o orçamento que o diretor tinha para o filme. E ela só está no filme, devido ao próprio David Bowie, ter visto o longa e gostado. Assim, liberando a música pelo o que era possível ser pago pelo diretor.

Conclusão

Um filme que cria expectativas, tem uma boa combinação de uma canadense, um espanhol e uma brasileira. Interessante ver uma atuação recente do Jason Priestley e o design da animação que é bem feito. O filme é 90% no idioma inglês e 10% no idioma português. Não vou dizer em que nível está o filme, prefiro que vejam e tirem as suas conclusões. Mas só tenho que dizer que a expectativa dos idealizadores foi maior do que o longa realmente é. As vezes pode parecer implicância com filmes nacionais, mas tem como falar sobre temas polêmicos ou abordar temas de caracter sexual com mais maturidade. Deixo a sugestão do Como Não Perder Essa Mulher Don Jon, protagonizado e dirigido por Joseph Gordon-Levitt. Onde aborda uma questão que seria bem desconfortavel assistir com os seus pais ou avós, mas consegue seja algo mais interessante que as questões visuais.

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