Metodologias para aprender um novo idioma

Farei aqui um compilado de métodos e links que nos dão uma luz para aprender um novo idioma. Quanto estamos aprendendo sozinhos, ou não, é necessário algumas dicas para absorver bem o que está sendo estudando.

Neurociência

Existem várias descobertas na área da neurociência sobre a aquisição da linguagem. Abaixo podemos ver algumas dicas para nos ajudar no aprendizado de um novo idioma.

Aprendizado por contexto

Ao estudar um idioma em casa ou na sala de aula, algumas frases não ganham a mesma importância de quando são usadas em momentos de emergência. É por isso que tantas pessoas se desenvolvem rapidamente num idioma quando moram no exterior. Quando há necessidade de compreender ou falar uma língua, o aprendizado é mais rápido.

Nem sempre temos a oportunidade de passar um tempo no lugar onde o idioma que estamos estudando é usado nativamente. Então, basta buscar contexto e necesssidade para usá-la. Isso é possivel com video-games, idioma do seu celular ou computador e o que costuma usar ou ver que pode ser estimulante para esse desafio.

Costumo criar situações do dia a dia. Exemplo:

  • Ao acordar procuro pelo meu celular.
  • A pergunta que vem a minha mente é: “Onde está o meu celular?”
  • Tento ver como ficaria em inglês, pesquisando as palavras que não sei e usando as que já sei.
  • Where is my cell phone?

Assistir os mesmos filmes e séries várias vezes

Para impulsionar o aprendizado, podemos ter a ajuda de filmes e séries que nos estimulam. Um método que se pode adotar é o de assistir 3 vezes o mesmo filme, por exemplo.

  • Na primeira vez, habilite as legendas em português.
  • Na segunda, veja com a legenda no idioma estrangeiro, que melhora o seu processamento auditivo.
  • Na terceira e última vez, dê o play no vídeo sem legendas. Você já conhecerá a história e talvez se lembre de vários diálogos.

Esse metodo é melhor aplicado em 3 etapas, mas pode ser estendido de acordo com o seu nível de segurança. O importante é tirar proveito das etapas e não apenas cumprí-las. Assim, fazendo as associações entre forma, som e significado, além de treinar o reconhecimento das palavras.

Ouvir música

Você gosta de um determinado artista que canta em francês, espanhol ou inglês, por exemplo? Ao ouví-lo, especialmente se tiver a letra da música em mãos, é provável que você tente compreender o que ele canta.

Com isso temos a grande contribuição da música estrangeira para o estudo de línguas. Finalmente entender uma letra que você nunca entendeu antes, traz muita motivação.

Usar sempre que puder a nova língua

Tente empregar o idioma estrangeiro com a maior frequência possível na sua rotina, mesmo que seja entre frases em português. Quanto mais você usar a língua em situações do dia a dia, mais rápido irá incorporá-la ao seu repertório. Até o ponto em que as palavras sairão automaticamente da sua boca diante de cada acontecimento.

Mesmo que por receio só fique exercitando mentalmente, tente sempre falar em voz alta, porque permite ouvir a sua própria pronúncia e corrigi-la gradativamente.

Menos é mais

Está cientificamente provado que é mais eficaz aprender em sessões curtas, de 30-40 minutos no máximo, do que passar horas estudando. O tempo máximo em que conseguimos manter nossa capacidade de atenção. Além disso, dividir as unidades de conhecimento em outras menores é um dos truques mais simples para assimilar o conteúdo.

Fator psicológico

Não deixe que sua timidez ou medo de errar atrapalhe o seu estudo. Algumas pessoas são mais tímidas e acabam por não deixar que o idioma flua de uma forma mais natural possível. Outras pessoas são mais desinibidas e conseguem um resultado bem melhor em tudo. Tente mudar um pouco se a timidez estiver do seu lado. Procure ajuda psicológica se for o caso.

Quando for a um restaurante, visualize e pense as frases em inglês antes de conversar com o garçom. É um exercício válido para a sua mente. Se o garçom falar inglês, porque não arriscar uma boa conversa?

Tem sempre a curiosidade ao seu lado e leia o máximo possível em sites, artigos, tudo em tempo real nos melhores sites da internet. Se você tem TV a cabo, escolha bons canais que possam te ajudar a entender um nativo no noticiário, por exemplo. Preste atenção na leitura labial e conseguirá o contexto. Não se preocupe com palavras isoladas.

Métodos mais usados

Os principais são: abordagens comunicativas, método de tradução gramatical, método direto, áudio-lingual, o comunicative language learning (CLL), o total physical response e outro conhecido como silente way (maneira silenciosa).

Assim, temos diversos métodos, basta decidir qual escolher de acordo com a sua necessidade. Para se tornar fluente na comunicação temos as abordagens comunicativas, enquanto se precisar de foco somente na gramática (tradução gramatical), memorização de estruturas (áudio-lingual) e assim por diante. Vamos ver mais sobre cada método no decorrer desse artigo.

Abordagens comunicativas

Na abordagem comunicativa é levada em consideração o interesse pelo desenvolvimento da competência comunicativa em uma língua estrangeira: falar, ouvir, escrever e fazer se entender em outra língua. Esse interesse faz as pessoas buscarem métodos e lugares que acreditam ser o ambiente ideal para sua aquisição. Qualquer que seja o lugar onde se aprende esta nova língua, o aprendiz busca conseguir se comunicar fluentemente por intermédio da mesma.

A praticidade da competência comunicativa se justifica uma vez que a língua estrangeira é vista hoje como essencial no nosso dia-a-dia. Os métodos comunicativos valorizam a importância do meio e das interações, além disso, a comunicação é um elemento de ligação, por isso percebe-se que os métodos comunicativos têm em comum como característica: o foco no sentido, no significado e na interação entre sujeitos na língua estrangeira.

A aprendizagem baseia-se em atividades relevantes de interesse ou necessidade do aprendiz, para que assim ele aprenda a usar a língua estrangeira competentemente nas suas interações. Abaixo, veremos algumas características desse método:

  • ênfase no aprender a comunicar-se através da interação com a língua-alvo;
  • introdução de textos autênticos na situação da aprendizagem;
  • provisão de oportunidades para os aprendizes, não somente na linguagem, mas também no processo de sua aprendizagem;
  • intensificação das próprias experiências pessoais do aprendiz como elementos importantes na contribuição para aprendizagem em sala de aula;
  • tentativa de ligar a aprendizagem da linguagem em sala de aula com ativação da linguagem fora da sala de aula.

Na abordagem comunicativa se tem o foco no sentido, no significado e na interação entre os sujeitos que estão aprendendo um novo idioma. O ensino comunicativo é aquele que organiza as experiências de aprender em termos de atividades do interesse e/ou necessidade do aprendiz para que ele se capacite a usar a língua estrangeira de forma competente na interação com outros falantes-usuários dessa língua.

Além disso, este método não baseia-se nas formas da língua descritas nas gramáticas como modelo suficiente para organizar as experiências de aprender outra língua, embora não descarte a possibilidade de criar na sala de aula momentos de explicitação de regras e de prática rotineiras da gramática.

Tradução gramatical

O método da gramática e tradução, ou método tradicional, consiste na tradução de texto da língua alvo para a materna. Nesse método, os aprendizes tendem somente a memorizar as regras da gramática imposta pela língua a ser estudada, e busca-se a tradução como um tipo de exercício frequente através de atividades de tradução e os aprendizes são expostos a regras gramaticais, listas de vocábulos, conjunções verbais e outros componentes da gramática.

O objetivo desse método é fazer com que o aprendiz seja capaz de ler a literatura escrita da cultura da Língua Estrangeira, sendo este considerado um objetivo nobre e um bom exercício para o desenvolvimento mental. A comunicação oral não é realizada nesse método, além disso, quem ensina não necessita saber a língua alvo. O foco das atividades está na leitura e na produção escrita, mas de maneira muito mecânica e sem o objetivo de construção de sentidos.

A maior crítica relacionada a esse método está no fato de ser uma tradução mecânica, portanto sem oportunidades de construir novos significados.

Direto

O método direto ou abordagem direta surgiu a partir da necessidade de preparar os aprendizes para usar oralmente a Língua estrangeira. Nessa abordagem é criado um ambiente monolinguístico, e o processo de ensino-aprendizagem é baseado apenas na língua alvo, a língua materna do aprendiz nunca é usada em sala de aula. Abaixo, algumas características:

  • a língua materna nunca deve ser usada na sala de aula;
  • a transmissão do significado dá-se através de gestos e gravuras, sem jamais recorrer à tradução;
  • aprender a pensar na língua.

No método, o papel do aprendiz não é passivo, pois ele interage passo a passo com quem o ensina durante a aula. O processo de ensino aprendizagem se fundamenta na capacidade do aprendiz em fazer associações, deduções e inferências a partir de situações apresentadas a ele.

A transmissão do significado ocorre através de exercícios iniciais orais e de forma repetitiva, além disso, gestos, gravuras, figuras e mímicas também são usados para ajudar no processo de compreensão do aprendiz. Apesar de a ênfase das atividades estar na linguagem oral, a linguagem escrita também pode ser explorada.

O aprendizado é feito primeiro pelo ouvir, falar, ler e escrever, através de diálogos sobre assuntos diários. As regras gramaticais são aperfeiçoadas com o tempo e a experiência, por isso o aprendiz não precisa sistematizar a língua estrangeira. O princípio fundamental desse método é de que a língua-alvo se aprende através da língua-alvo.

Áudio-lingual

O método audiolingual é uma abordagem de ensino baseada na oralidade, tem como finalidade ensinar a parte escrita ao aprendiz somente quando o mesmo estiver familiarizado com a oralidade da língua alvo. Primeiro ele precisa ouvir, depois falar, ler para então escrever.

Acredita-se que o aprendizado acontece pela repetição, reforço e memorização do conteúdo pelo aprendiz, e o professor é visto como o modelo a ser seguido no processo de ensino-aprendizagem. As técnicas mais utilizadas são a memorização e dramatização de diálogos que devem ser imitados, repetidos e memorizados pelo aprendiz.

A pronúncia é ensinada desde o primeiro momento, e é esperado do aprendiz que produza a mesma pronúncia de um falante, cuja língua materna é a que se está aprendendo.

COMMUNITY LANGUAGE LEARNING (CLL)

Community language learning é um exemplo clássico de método baseado em aspectos afetivos. Inspirado pela visão de educação de Carl Rogers, o modelo de educação de Charles Curran via os aprendizes como um grupo com necessidades afetivas e não como apenas uma classe.

As dinâmicas sociais desses grupos eram muito importantes e, para aprender, os aprendizes primeiros interagiam em uma relação interpessoal e com o professor para criar um ambiente que diminuísse a ansiedade de um ambiente de aprendizagem e que criasse empatia entre professor e aprendizes. O professor não era visto como uma ameaça, mas um conselheiro disposto a ajudar os aprendizes com suas necessidades.

Este modelo de educação se estendeu às aulas de língua estrangeira e nelas o grupo estabelecia contato primeiramente em sua língua materna, criando relação pessoal e confiança, sentavam-se em círculo com o professor estando fora dele. Um aprendiz dizia algo em sua língua materna e o professor traduzia para a língua alvo e o aprendiz repetia para a turma e assim a conversação continuava. As aulas seguiam esse modelo até o aprendiz conseguir independência e fluência na língua alvo.

As vantagens da afetividade no método eram evidentes, mas também havia problemas como o professor que sabe tudo, a competição entre os aprendizes e a necessidade de muita instrução nos primeiros estágios de aprendizagem. Este método não é mais usado com exclusividade nos currículos por ser restritivo, mas alguns princípios como a participação centrada no aprendiz permanecem viáveis para o ensino de línguas.

TOTAL PHYSICAL RESPONSE

Criado por James Asher, o método Total physical response apresenta princípios de associações psicomotoras. Além disso, apresenta também princípios da aquisição da língua materna nas crianças, como por exemplo, o fato de as crianças ouvirem muito antes de começar a falar e também de que sua audição é acompanhada de respostas físicas como pegar, alcançar, mover-se, olhar etc.

As aulas deste método apresentavam muitas atividades onde os aprendizes ouviam e agiam e o professor orquestrava as ações. O modo imperativo era muito usado nas aulas, uma vez que os comandos constituem uma linguagem fácil e que gera ação.

O total physical response também apresenta limitações por ser eficiente em níveis iniciantes, mas nem tanto em níveis mais avançados e também pela necessidade de espontaneidade e linguagem não ensaiada.

Silent Way

Nesse método a aquisição lingüística é vista como um processo no qual as pessoas, através do raciocínio, descobrem e formulam regras sobre a língua aprendida. Esta aprendizagem visa à expressão do pensamento, percepção e sentimento dos aprendizes.

Para isso eles precisam desenvolver autoconfiança e independência. É o aprendiz quem constrói seu aprendizado, sendo que o professor pode incitar sua percepção, provocar seu raciocínio. O silêncio é uma ferramenta para esse fim. A todo momento os aprendizes são incitados a pensarem e o silêncio do professor os obriga a se ajudarem mutuamente. Fichas com cores, ou sinais que representem sons ou palavras são constantemente usados.

O professor cria situações que focalizam a atenção dos aprendizes para a estrutura da língua. Com o mínimo de pistas faladas, os aprendizes são conduzidos a produzir a estrutura. As quatro habilidades se reforçam mutuamente.

SUGGESTOPEDIA

O método conhecido por Suggestopedia deriva do pensamento do psicólogo búlgaro Georgi Lozanov, que acreditava que o cérebro processa grande quantidade de material em condições de aprendizagem adequadas, como por exemplo o estado relaxado da mente.

Estando em estado relaxado da mente, os aprendizes realizam atividades similares às já utilizadas em outros métodos como, por exemplo, apresentação de vocabulário, leituras e diálogos.

Este método tinha seu diferencial mais no uso do relaxamento do que na metodologia de ensino e sofreu críticas pela falta de disponibilidade de materiais para relaxamento e pelo fato de seu foco ser a memorização e não a compreensão da língua. Assim como outros métodos inovadores dos anos 1970, o Suggestopedia não é usado completamente hoje em dia, porém algumas de suas ideias ainda são, por exemplo, fazer uso de música para os aprendizes se sentirem mais tranquilos e relaxados.

THE NATURAL APPROACH

Desenvolvido por Tracy Terrell com a teoria de seu colega Stephen Krashen, o método Natural approach acreditava nos benefícios de retardar a produção até o discurso surgir, que os aprendizes deveriam estar os mais relaxados possível em sala de aula e que deveria ocorrer a comunicação e não a análise da língua.

O objetivo do método era construir habilidades de comunicação pessoal básicas necessárias para situações rotineiras como conversas diárias, ouvir rádio, fazer compras etc. O professor fornecia informação oral na língua alvo que estivesse no nível de compreensão do aprendiz ou um pouco acima disso e o aprendiz não precisava dizer nada até que se sentisse pronto.

Algumas das críticas ao método se referem ao fato de que o atraso na produção oral pode durar mais do que o necessário e a comunicação podem não surgir. Porém, viam-se também aspectos positivos como o fato de os aprendizes não serem forçados a se expor e se sentirem constrangidos, resultando em uma maior autoconfiança.

Pós-método

Após passarmos por vários métodos de ensino de língua estrangeira entramos em um período de reflexão. O pós-método é uma alternativa para o método e não um método alternativo e tem por características o estímulo à autonomia de quem ensina, à capacidade do mesmo de saber o que e como ensinar e como agir dadas as restrições acadêmicas e administrativas das instituições em que lecionam. Ele promove a quem ensina a reflexão sobre sua prática, como fazer mudanças no processo ensino, aprendizagem e monitorar seus resultados.

Kumaravadivelu (autor do livro Macrostrategies For Language Teaching) propõe um quadro estratégico com dez macroestratégias em consonância com o pós-metodo que podem ser utilizadas por quem ensina. São planos gerais derivados de conhecimentos teóricos, empíricos e pedagógicos sobre o ensino de línguas estrangeiras. As macroestratégias são postas em prática através das microestratégias, que são as atividades usadas em sala de aula.

As macroestratégias de Kumaravadivelu:

  • Maximizar oportunidades de aprendizagem – criar e utilizar situações de aprendizagem, equilibrar o papel de planejador de aprendizagem com o papel de mediador de aprendizagem, modificar continuamente os planos de aula de acordo com seus resultados.
  • Facilitar interação negociada – fazer com que o aprendiz se envolva nos processos de esclarecimento, confirmação e compreensão e promover significativa interação aprendiz-aprendiz e aprendiz-professor em sala de aula.
  • Minimizar desajustes – reconhecer desajustes entre a intenção do professor e a interpretação do aprendiz e o que fazer com eles. Tais desajustes podem ser de ordem cognitiva, comunicativa, linguística, pedagógica, estratégica, cultural, avaliativa, de procedimento, instrucional e atitudinal.
  • Ativar heurística intuitiva – promover informações textuais ricas para que o aprendiz infira e internalize as regras de uso gramatical e comunicativo e ajuda-los no processo de construção gramatical.
  • Consciência do idioma – criar consciência geral e crítica e chamar a atenção do aprendiz para as propriedades formais e funcionais da língua alvo.
  • Contextualizar o uso da língua – mostrar como o uso da língua é moldado por contextos sociais, linguísticos e culturais.
  • Integrar habilidades linguísticas – integrar as habilidades de listening (escuta), speaking (fala), reading (leitura) e writing (escrita).
  • Promover autonomia do estudante – ajudar os aprendizes a aprender a aprender e promover os meios necessários para que possam dirigir e monitorar seu aprendizado.
  • Aumentar consciência cultural – tratar os aprendizes como fonte de cultura e encorajá-los a participar das aulas valorizando seu conhecimento, subjetividade e identidade.
  • Garantir relevância social – ser sensível ao ambiente social, político, econômico e educacional no qual o processo de ensino- aprendizagem ocorre.

Segundo Kumaravadivelu, a pedagogia do pós-método é um sistema tridimensional que abrange três parâmetros: particularidade, prática e possibilidade.

A pedagogia da particularidade não acredita que haja um conjunto de objetivos pedagógicos realizados através de um conjunto de princípios e procedimentos preestabelecidos, mas que cada situação de aprendizagem se refere a um grupo particular de professores ensinando um grupo particular de aprendizes que tem um conjunto de objetivos específicos dentro de um contexto institucional também específico dentro de um meio sociocultural particular. Portanto, deve-se, acima de tudo, fazer uma interpretação das situações particulares e exigências locais. O professor da particularidade é aquele que observa suas ações, encontra soluções e os testa de novo para ver se realmente funciona.

A pedagogia da prática procura superar as deficiências da dicotomia entre teorias geradas por teóricos acadêmicos (teorias profissionais) e teorias pessoais desenvolvidas pelo professor (teorias pessoais) ao encorajar e permitir que os professores teorizem a partir de suas práticas e experiências e pratiquem o que teorizam.

A pedagogia da possibilidade tem sua base nas relações de poder e dominância discutidas por Paulo Freire. Essa pedagogia dá poder aos seus participantes e aponta a necessidade de desenvolver teorias que funcionem com as experiências que as pessoas trazem consigo, não só relacionadas a episódios de aprendizagem, mas também ao contexto social, econômico e político no qual a pessoa está inserida. Trata- se da união entre obrigações pedagógicas e obrigações sociais da educação e do despertar da consciência política para usá-la na busca contínua de formação de identidade e transformação social.

Segundo Kumaravadivelu, também se faz necessária uma reestruturação na educação do professor, legitimando seu conhecimento e experiência e incorporá-los no diálogo entre o professor em formação e o professor que o forma.

O pós-método é caracterizado pela autonomia. Autonomia do aprendiz que identifica suas próprias estratégias e estilos de aprendizagem. E autonomia do professor que tem competência e confiança para construir e implementar sua teoria de prática. Além disso, a pesquisa no pós-método pertence a todos que dele participam: estudiosos, professores, aprendizes e formadores de professores.

Mais informações

Considerações finais

Sempre quando estamos aprendendo um novo idioma, estamos com pressa. Geralmente, devido a necessidade para trabalho, viagem ou para alguma situação mais urgente. Para quem tem mais tempo, fica uma situação mais tranquila.

A preocupação mais comum, é se está absorvendo da melhor forma o aprendizado. Espero ter dado alguma luz ao descrever um pouco os métodos mais usados. A melhor dica é não desistir e buscar o melhor método que te deixa confortável para ter o melhor rendimento no aprendizado.

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